Eu quero alguém que me veja.
Alguém que enxergue
o quão livre é minha alma.
Leve, espontânea, alegre…
Mas que, por vezes, se recolhe
em um ato de divina compreensão
daquilo que é o amor
em seu mais puro sentimento.
Um amor que transcende a alma,
reverbera em sementes
e floresce por aí…
Quero alguém que saiba
o quão sua eu sou,
apesar de não ser de ninguém.
Pois meus olhos e meu coração
se voltam somente a ele.
E, se nem meu corpo me pertence,
que dirá meus sentimentos?
Talvez amar seja isso:
ser livre para partir,
mas encontrar, na imensidão do mundo,
um lugar para onde a alma
sempre deseja voltar.