Aquele que me vê
não apenas me olha.
Me encontra.
Hora sou riso descalço,
hora, ventania.
Por vezes, calmaria.
Noutras...
a ironia de quem aprendeu
a sobreviver.
E quando o circo silencia,
quando as máscaras tombam,
restam os de fé.
Os que permanecem
mesmo diante das minhas tempestades.
Porque os laços
que nascem da alma
o tempo não desfaz.
Ao contrário...
é ele quem revela
a verdade.
Quem é real
reconhece o ilusório.
E quem toca minha essência
jamais me confunde
com os personagens
que a vida me obrigou a vestir.