Por algum motivo,
eu sabia o que fazer.
Não porque fosse fácil,
mas porque a vida me preparou
para não soltar a mão.
Ela me ensinou a respirar fundo
quando o ar falta no outro.
A ficar
quando tudo pede fuga.
Naquele momento,
não fui filha,
não fui adulta,
não fui forte.
Fui presença.
E isso
ninguém me ensinou —
a vida me treinou
no silêncio,
na perda,
no amor que não recua.
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