A vida é um palco.
E quando alguém que amamos parte,
não é só a pessoa que vai —
é o chão que cede,
o ar que falta,
o tempo que começa a correr contra nós.
As cortinas rangem.
As luzes enfraquecem.
E, de repente, entendemos:
ninguém fica até o final.
Por isso, ame agora.
Ame sem ensaio,
sem garantias,
sem aplausos.
Ame com o corpo,
com o medo,
com tudo o que dói.
Mesmo que o outro não veja.
Mesmo que não fique.
Mesmo que não saiba amar de volta.
Ame.
Porque quando as cortinas se fecharem
e o último suspiro escapar do peito,
não será o que faltou que vai pesar —
mas tudo o que você não ousou sentir.
E o único aplauso que importa
é sair de cena
sabendo:
eu amei até o fim.