sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Palcos da vida

A vida é um palco.

E quando alguém que amamos parte,

não é só a pessoa que vai —

é o chão que cede,

o ar que falta,

o tempo que começa a correr contra nós.

As cortinas rangem.

As luzes enfraquecem.

E, de repente, entendemos:

ninguém fica até o final.

Por isso, ame agora.

Ame sem ensaio,

sem garantias,

sem aplausos.

Ame com o corpo,

com o medo,

com tudo o que dói.

Mesmo que o outro não veja.

Mesmo que não fique.

Mesmo que não saiba amar de volta.

Ame.

Porque quando as cortinas se fecharem

e o último suspiro escapar do peito,

não será o que faltou que vai pesar —

mas tudo o que você não ousou sentir.

E o único aplauso que importa

é sair de cena

sabendo:

eu amei até o fim.

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